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Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Lisboa

Padroeiros e Santos Populares

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Santo António

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      Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal) em 1195. Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Acredita-se que fosse descendente de família nobre, oriunda da França, que no tempo das Cruzadas teria prestado grandes serviços a Afonso VI de Castilha contra os mouros ou tomado parte ativa na reconquista de Lisboa, em poder dos maometanos.
      Após breve período como religioso da Ordem dos Cônegos de Santo Agostinho, ingressou, em Coimbra, para a Ordem Franciscana, que o conquistou pelo seu ideal missionário. Ao mudar de Ordem Religiosa mudou também de nome, passando a se chamar Antônio.
      Uma vez descoberta sua grande queda pela oratória e sua aptidão para o ensino, São Francisco de Assis, em pessoa, vendo a necessidade de proporcionar aos futuros missionários uma instrução que os colocasse à altura do ministério sagrado, nomeou Antônio para a tarefa. Há que se observar que sua ida para a Itália e sua convivência com São Francisco foram motivadas por causas que seria longo elencar.

O importante é que o Fundador dos Franciscanos, São Francisco, viu em Antônio a pessoa idônea e capaz para o papel de Mestre, nomeando-o “Lector” de Teologia.

Além de excelente pregador, eloqüente e arrebatador, foi também ótimo professor e mestre de Teologia.

O santo tinha sido brindado por Deus com o dom da bilocação. Defendeu, como excelente advogado, seu pai, injustamente condenado à morte, por enforcamento. Em outras ocasiões de sua vida, transportou-se de um lugar para outro, sendo visto contemporaneamente nos dois lugares.

Em Portugal, sua terra natal, e em outros países de língua portuguesa, a devoção ao santo atingiu tal intensidade que era invocado mormente em ocasiões de batalhas e guerras. Com isso, mereceu ser promovido a soldado, intervindo em 1595, e a Capitão internido da Fortaleza da Barra (Salvador-Bahia) pelo governador da época D. Rodrigo da Costa, em 16 de julho de 1705. Dom João V, em carta régia de 7 de abril de 1707, confirma a promoção a capitão internido.

Mais tarde, o príncipe regente, Dom João, futuro rei Dom João VI, por decreto de 13 de setembro de 1810 e carta patente de 4 de fevereiro de 1811 promove o santo ao posto de Sargento-mór, por atribuir à intercessão do santo a proteção celeste recebida, abençoando seus esforços para “salvar a Monarchia da grande e difícil crise” a que esteve exposta, durante as invasões francesas em Portugal.

Finalmente, aos 25 de dezembro de 1814, Dom João, ainda Príncipe Regente, assinou no Palácio da Real Fazenda de Santa Cruz (Rio de Janeiro) um decreto promovendo o Sargento-mór Santo Antônio ao posto de Tenente-Coronel de Infantaria.
      Em 22 de outubro de 1816 é expedida a carta patente da promoção do Santo a tenente-coronel já assinada pelo Rei Dom João VI. Ei-la: “Dom João por graça de Deos Rei do Reino Unido de Portugal e do Brazil, e Algarves d’aquem e d’alem Mar, em Africa Senhor de Guiné e da Conquista, Navegação, Commercio d’Ethiópia, Arabia, Persia e de Índia etc. “Faço Saber aos que esta Minha Carta Patente virem: Que tendo por Decreto de treze de setembro de mil oitocentos e dez concedido a patente de Sargento Mór ao Glorioso Santo António, que se venera na Cidade da Bahia, e a quem o Povo da mesma Cidade Consagra a mais viva Devoção: Sou ora servido elevá-lo ao Posto de Tenente Coronel de Infantaria, cujo soldo lhe será pago na mesma forma que até aqui o tem sido da anterior. Pelo Que mando ao Conde dos Arcos, Governador e Capitão General da dita Capitania, que assim o tenha entendido, e o soldo se lhe assentará nos Livros a que pertencer para lhe ser pago aos seus tempos devidos. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente por mim Assignada e Sellada com o Sello Grande de Minhas Armas. Dada na Cidade do Rio de Janeiro aos vinte e dois dias do mez de Outubro do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e dezasseis, (a) - El Rey João R.”.

Santo Antônio faleceu em Arcella, nos arredores de Pádua - Itália - numa sexta-feira, dia 13 de junho de 1231.

Sua festa é celebrada aos 13 de junho, data de sua morte.
      Sua ligação com o Quadro Complementar de Oficiais evidencia-se por três aspectos de sua vida que são algumas das típicas funções exercidas pelos integrantes do QCO:

1 - Mestre: foi exímio orador e pregador da palavra sagrada. Ensinava a doutrina cristã.

2 - Professor: foi “lector”, isto é, professor de Teologia.

3 - Advogado: atuando o dom que Deus lhe deu de se bilocar, defendeu convincentemente o próprio pai, inocente, que já tinha sido condenado à morte por enforcamento.

Com justa razão, portanto, é cultuado como Padroeiro do QCO.

          A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. 
          Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. 
          A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. 
          Após uma crise de hidropisia, Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX. Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

São Vicente de Fora

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S. Vicente de Saragoça, martirizado em 304, foi diácono de Valérius, Bispo de Saragoça. Nas várias lendas das suas translações, narra-se o transporte até Lisboa, desde o cabo de S. Vicente, no Sul de Portugal, num barco escoltado por dois corvos. É o padroeiro da cidade de Lisboa com festa litúrgica a 22 de Janeiro.

Vicente de Saragoça foi um mártir, padroeiro de Lisboa, as suas relíquias encontram-se na Sé de Lisboa.

Durante o Império de Diocleciano, o delegado imperial Daciano moveu na Ibéria uma perseguição aos cristãos. Vicente recusou oferecer sacrifícios aos deuses e foi condenado à morte em 303 ou 304.

É representado com uma barca e com dois corvos, porque de acordo com a tradição, quando em 1173 Afonso Henriques ordenou que as relíquias do santo fossem trazidas do cabo de São Vicente, junto a Sagres, para a cidade de Lisboa, duas daquelas aves velaram o corpo do santo que seguia a bordo da barca - facto a que ainda hoje aludem as armas de Lisboa.

A sua festa é comemorada em 22 de Janeiro.

Quem são os santos juninos ?

Você já ouviu falar de Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo? Não? Mas Santo Antônio você conhece!

Santo Antônio nasceu em Lisboa, por volta do ano de 1195. Em 1210, pediu ingresso no Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Em 1220, transferiu-se para a Ordem dos Frades Menores, com o nome de Antônio (Santo Antão, em latim Antonius, padroeiro do convento dos frades de Coimbra, onde ingressou), influenciado pelo trabalho que São Francisco de Assis - eram contemporâneos - vinha desenvolvendo nessa ordem. Em 1222, foi ordenado sacerdote, se revelando um grande pregador contra as injustiças e as desordens sociais, a exploração dos pobres e a má vida de certos setores do clero. Sua fama de pregador e milagroso era tanta que, dez meses após sua morte - que segundo o Livro dos Milagres ocorreu no dia 13 de junho, em Pádua, de problemas decorrentes de asma e diabetes, quando contava 36 anos de idade - foi canonizado e recebeu o título de Doutor da Igreja. Sua sepultura, na Basílica de seu nome, em Pádua, é um centro de peregrinações.

A imagem de Santo Antônio, que Portugal transpôs para o Brasil, é a do protetor dos pobres e necessitados, daquele que socorre as vítimas de injustiças e está sempre ao lado dos mais humildes. Mas há também um lado guerreiro do santo, que tornava e evocação do seu nome, arma contra os perigos do combate. No Brasil, seu papel de militar foi importante também, dadas as inúmeras guerras e revoltas durante as quais era invocado. E tanto fez ao lado das forças armadas brasileiras que recebeu patente e mesmo soldo, em várias companhias do exército brasileiro . Recebeu ainda, por esta razão, o apoio dos militares com dinheiro e prestígio, às suas igrejas, obras e festas. É incontável o número de homenagens a Santo Antônio como igrejas construídas em seu louvor, nomes de ruas, praças, pessoas etc., na história e geografia brasileiras. A sua devoção chegou juntamente com os Franciscanos e trazia duas formas de invocação: para uns era Santo Antônio de Lisboa, em referência ao local onde nasceu; para outros era Santo Antônio de Pádua, referindo-se ao lugar onde morreu e foi sepultado. No entanto, ficou mais conhecido como santo casamenteiro, porque diz a lenda - que envolve partes de sua vida - que, quando ainda era um estudante no mosteiro em Portugal, protegia as moças pobres que não tinham dinheiro para o dote. Saía à rua pedindo esmolas, que eram dadas às famílias dessas moças e se convertiam no dote, que lhes garantiria o casamento.

Segundo Gilberto Freire, a escassez de portugueses na colônia, sublinhou o valor do casamento ou mesmo da procriação (com ou sem o casamento), o que tornou populares os santos padroeiros do amor, da fertilidade e das uniões. Assim, os grandes santos nacionais tornaram-se, à época, aqueles aos quais a imaginação popular atribuía milagrosa intervenção capaz de aproximar os sexos, fecundar mulheres, proteger a maternidade, como Santo Antônio, São João e São Pedro. A crença de que Santo Antônio se "devidamente" invocado, perturbado com pedidos de todo tipo e até mesmo "torturado", arranja casamento, mesmo para a mais sem graça das moças, é muito difundida e é a qualidade mais prezada do santo durante as festas juninas. São João também já teve estas funções, e também São Gonçalo (que continua sendo invocado com esta finalidade, no interior do Brasil, principalmente por mulheres mais velhas, solteiras ou viúvas).

São João, segundo a Bíblia, era filho de Zacarias e Isabel, e foi quem batizou Jesus Cristo, com as águas do rio Jordão. Daí vem o nome Batista, o "batizador". A história bíblica descreve Isabel, sua mãe, como prima de Maria, a mãe de Jesus. Segundo os Evangelhos, foi João Batista quem anunciou Jesus Cristo como o Messias. Em suas pregações costumava criticar o rei Herodes Antipas por ter se casado com a mulher - Herodíades - do próprio irmão. Como o profeta era um líder religioso muito venerado pelo povo, o rei temia executá-lo; resolvendo, então, prendê-lo, pois essa era uma forma de mantê-lo calado. Herodíades, no entanto, desejava livrar-se definitivamente dele. Um dia, durante um banquete no palácio, a filha de Herodíades - Salomé - dançou para o rei e o encantou, levando-o a prometer-lhe qualquer coisa que pedisse. Herodíades convenceu a filha a pedir a cabeça de João Batista. Embora contrariado, Herodes cumpriu sua promessa e mandou decapitar o profeta, entregando sua cabeça a Salomé, em uma bandeja.

João Batista foi o profeta que anunciou a chegada eminente de um novo reino, renovando a promessa feita por Deus aos patriarcas do Antigo Testamento. Foi com ele que a missão profética, desenvolvida através de oração e penitência no deserto, atingiu sua plenitude para chamar os homens à conversão. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é considerado como o último dos profetas e o primeiro dos apóstolos, formado na escola do rio Jordão. Ele cumpriu plenamente sua vocação profética e, através de um gesto de carinho, o próprio Cristo demonstrou o seu agradecimento, deixando-se batizar por João.

São João é o santo mais festejado no Brasil, principalmente no nordeste, onde acontecem várias festas em sua homenagem. Além de também possuir fama de santo casamenteiro é tido como tendo o poder de encontrar objetos perdidos; além de ser o protetor dos casados e enfermos, no que se refere a dor de cabeça e de garganta. São João é festejado com os símbolos que evocam o seu nascimento : fogueira, mastro, fogos, capelinha, palha e manjericão.

São Pedro, ainda segundo a Biblia, originalmente chama-se Simão, era natural da Galiléia, das margens do mar de Tiberíades, filho de Jonas e pescador de profissão - sócio de uma pequena frota de barcos pesqueiros. Durante um período de baixa estação de pesca encontrou Jesus, que viu nele um homem autoritário, impulsivo, entusiasmado, franco, bondoso e extremamente generoso. Jesus, então, elegeu-o um de seus escolhidos e o rebatizou de Cefas (pedra, em aramaico) - Pedro - em função de sua firme liderança. A partir desse dia, Simão não seria mais pescador de peixes, mas sim de novos homens, aquele a quem Jesus teria entregue o seu rebanho e a missão de liderar a sua igreja. É considerado o primeiro papa da Igreja Católica, guardião das chaves do céu e responsável pelas chuvas. Foi executado por ordem do imperador Nero, entre os anos 64 e 67 da era cristã; tendo sido crucificado, conta a lenda, que pediu para o ser de cabeça para baixo, a fim de não se assemelhar, na morte, à Jesus.

O dia 29 de junho, dia dedicado a São Pedro - antigo dia da festa de Rômulo e Remo, considerados pais de Roma - marca o encerramento das comemorações juninas. Neste dia se dá o roubo do mastro que será devolvido no final de semana mais próximo, para garantir a extensão das comemorações juninas por mais alguns dias.

Sintra