PRAÇA DO COMÉRCIO - CRUZ QUEBRADA
A grande sala de visitas de Lisboa e uma das mais belas praças da Europa, é a Praça
do Comércio, também conhecida por Terreiro do Paço. Na Praça do Comércio há que admirar a sua vastidão (quatro hectares),
rodeada de arcos, o Arco Triunfal da Rua Augusta, concebido depois do terramoto de 1755, a famosa Estátua Equestre de D. José,
e o Cais das colunas.
Sempre na direcção Poente situa-se a 100 metros o edifício dos Paços do Concelho (1874 ), digno de visitar-se pela sua galeria, salão
nobre e dependências recheadas de boas obras de arte. O Pelourinho foi erguido depois do Terramoto. Do lado do Sul o antigo
Arsenal da Marinha . O Cais do Sodré e Praça Duque da Terceira, esta com a sua estátua, fazem o átrio da grande Avenida 24
de Julho . Actualmente, esta zona da cidade é, com os seus inúmeros bares e discotecas, o ponto de eleição da vida nocturna
lisboeta. Do lado Sul situam-se as vastas instalações do Porto de Lisboa (docas, cais, oficinas, armazéns, gares marítimas)
e que se prolonga até Belém.
A Rocha do Conde de Óbidos com sua escadaria e alto Jardim, conduz ao Museu Nacional
de Arte Antiga (antigo Palácio Alvor),com um edifício novo ligado ao núcleo antigo. Admiram-se nele obras de arte de nome
universal, os painéis famosos de Nuno Gonçalves, a custódia de Belém de Gil Vicente e milhares de espécimes preciosos. Perto
situa-se o Palácio dos Marqueses de Abrantes (Embaixada de França), e nesta zona o popular bairro da Lapa .
Seguindo pela Pampulha a linha dos eléctricos entra-se no bairro de Alcântara.
Nele, a Norte, se situa o Palácio das Necessidades (Ministério dos Estrangeiros), a Tapada das Necessidades. Seguindo
para Poente, tomando a Calçada da Tapada, encontra-se Tapada da Ajuda (antiga Tapada Real), e nela o Instituto Superior de
Agronomia e o Observatório Astronómico.
Passando pelo bairro do Calvário chega-se a Santo Amaro, onde se ergue a curiosa
ermita deste Santo, recheada de preciosa cerâmica de azulejos. A estação os eléctricos da Companhia Carris ocupa os terrenos
que foram dos Condes da Ponte, de cujo palácio há vestígios. A Junqueira corre paralela, pelo Norte, à Avenida da Índia.
Chega-se finalmente a Belém. Neste bairro os monumentos e curiosidades não faltam. O
Palácio Nacional de Belém, século XVIII, antigo Paço Real, junto à Praça Afonso de Albuquerque. Junto, o famoso
Museu Nacional dos Coches, dos melhores da Europa no género, onde se admiram belos exemplares dos séculos XVII e XVIII.
Tomando pela Calçada da Ajuda, no qual se situam o Jardim Colonial e o formoso Jardim Botânico, vai dar-se ao Palácio da Ajuda,
antigo Paço Real e onde, em dezenas de salas, se recolhem admiráveis obras de arte e mobiliário; nos átrios magníficas
estátuas, algu mas de Machado de Castro.
Anexo ao edifício temos a Biblioteca da Ajuda, e perto, a Torre do Galo da
Ajuda. Voltando abaixo, à linha dos eléctricos, encontra-se na Praça do Império o Mosteiro dos Jerónimos (século XVI),
um dos mais belos exemplares da arquitectura gótico-ma nuelina e da renascença, com os seus pórticos admiráveis, na qual se
encontram os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, com os claustros e galerias maravilhosas, em renda de pedra e lavores,
e a capela de Alexandre Herculano.
Não longe dos Jerónimos, sobre o Tejo, depara-se a Torre de Belém, maravilha de
renda em pedraria, com suas balaustradas, salas, baldaquilhos, balcões, baluartes. Continuando para poente chega-se a Algés
e Dafundo; aqui é da visitar o magnífico Aquário Vasco da Gama, museu de espécies marítimas.
PRAÇA DO COMÉRCIO - POÇO DO BISPO
Oriente Marítimo
O segundo itinerário nasce na Praça do Comércio. Logo na Rua da Alfândega, à esquerda,
encontra-se a Igreja da Conceição Velha que foi antes a famosa Igreja da Misericórdia (século XVI), arruinada pelo Terramoto,
e da qual se escapou o Pórtico. Na Rua dos Bacalhoeiros, situa-se a Casa dos Bicos, parte do que foi o palácio construído
por Afonso de Albuquerque; a fachada principal ergue-se do lado posterior.
Numa derivante, pode tornar-se, pela Rua da Padaria, o caminho da Igreja da Sé,
que remonta a 1147, ano da tomada de Lisboa aos Mouros. Admiram-se nela as naves, restauradas já no actual século, a capela
de Bartolomeu Joanes, o deambulatório e capelas góticas de D. Afonso IV, o Claustro de D. Diniz, e a fronteira, torres, janelas
e muralha. Perto a Igreja de Santo António (que foi a Casa de Santo António da Câmara de Lisboa), cobre os destroços de um
anterior templo majestoso.
Voltando à linha dos eléctricos na Rua da Alfândega encontra-se, à direita, o Arco
Escuro, uma das portas do histórico e pitoresco Bairro de Alfama. Este bairro é uma das grandes curiosidades da Lisboa antiga;
nele avultam restos de muralhas na Judiaria, a Torre de Alfama, moura, no Largo de S. Miguel, pórticos, cunhais, restos de
velhos palácios, as igrejas de S. Miguel e de Santo Estêvão, becos, betesgas, arcos, escadinhas, beiradas, miradouros e pátios.
O Largo do Chafariz de Dentro é o átrio natural do Bairro, que se estende quase até a São Vicente, pelo sítio do Salvador.
As Portas do Mar, o Arco de Jesus, o Arco do Rosário, este no Terreiro do Trigo,
constituem curiosas portas de acesso ao Bairro de Alfama.
Seguindo para Oriente encontra-se o antigo Arsenal do Exército, hoje Museu Militar
ou de Artilharia, que reúne, além de magnificas espécies militares e históricas, uma boa colecção de obras de arte. O Pórtico
nascente do Museu é obra do actual século. No trajecto para Oriente, passada Santa Apolónia, situa-se a grande mole que é
o antigo Mosteiro de Santos-o-Novo, dos Comendadores de Aviz, na Cruz da Pedra, com bela Igreja e famoso claustro, obra do
século XVII.
Não longe, e sempre na linha dos eléctricos, depara-se o monumento da Igreja de
Madre de Deus, uma das mais belas de Lisboa, antigo convento dos Claristas (1509), fundado pela Rainha Dona Leonor. O pórtico
primitivo sobre a rua (antiga estrada de Enxobregas), cheios de preciosos quadros e opulentos de ouro e de talha, a igreja,
com seus painéis de azulejo, a sacristia - são lugares de maravilha artística.
Prosseguindo por Xabregas e Beato, o Palácio-Museu da Mitra (século XVII), da Câmara
de Municipal, e que pertenceu à Mitra Patriarcal, restaurado por D. Tomaz de Almeida. Nele se encontram belos quadros de arte
e linda colecção de azulejos.
A viagem termina naturalmente no Poço do Bispo, de onde se pode subir a Marvila
e tomar o caminho de Braço de Prata e Olivais, e onde se observa, agora, o parque da Expo98.
BAIXA - AVENIDAS - BENFICA
Norte – Noroeste
No Rossio, situa-se o Teatro Nacional (1846), edificação concebida por Almeida Garrett.
É, depois do S. Carlos, o mais belo de Lisboa.
Na Praça dos Restauradores situa-se o Palácio Foz, hoje da Câmara Municipal de Lisboa,
com a sua fachada (XVIII), rica escadaria, amplas salas e dependências novas. Foi mandado construir pelo Marquês de Castelo
Melhor.
A Avenida da Liberdade, aberta em 1887, termina no Parque Eduardo VII, que data
do começo do século e onde se situa a Estufa Fria. Da Praça do Marquês de Pombal, esta com a sua estátua, toma-se o caminho
das grandes avenidas deste século.
Na Avenida Fontes Pereira de Melo, tomamos a primeira derivante deste itinerário.
Em Palhavã encontra-se o palácio da Azambuja (século XVII), que foi dos Condes de Sarzedas e Marqueses do Louriçal, hoje Embaixada
de Espanha. É conhecido por "Palácio dos Meninos de Palhavã" (filhos naturais de D. João V que aqui residiram). Na estrada
de Benfica, à direita, está o Jardim Zoológico no Parque das Laranjeiras, cujo palácio, no topo, que foi dos Condes de Farrobo,
é hoje do Estado. O Jardim é um dos melhores encantos de Lisboa. S. Domingos de Benfica ostenta o Palácio dos Marqueses de
Fronteira (século XVII), com mata frondosa, jardins, salões revestidos de boa cerâmica historiada de azulejos, lagos, galerias,
constituindo o melhor conjunto palaciano de Lisboa. A estrada de Benfica está rodeada de quintas e bons palácios, e em S. Domingos encontra-se o túmulo de João das Regras, na igreja local.
A segunda derivante deste itinerário parte da Praça Duque de Saldanha, e leva, pelo
Nascente, à Lisboa moderna, onde se levantam edifícios culturais imponentes (Estatística, Casa da Moeda, Liceu Filipa de Lencastre,
Instituto Superior Técnico).
A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, numa derivante da Avenida da República, é um
belo templo moderno, com magnificas obras de arte sacra de escultores e pintores da geração de 30.
A Praça de Touros do Campo Pequeno (1882), tem uma área de 5 mil metros quadrados,
foi traçada em estilo mourisco, e é das melhores da Península.
No largo Dr. Afonso Pena ergue-se o Palácio que foi dos Távoras e dos Galveias,
hoje da Câmara Municipal (museu, arquivo e biblioteca), constituindo um precioso documento de arquitectura solarenga do século
XVII.
O Monumento da Guerra Peninsular é uma majestosa composição de grupos escultóricos
(1932), obra dos irmãos Oliveira Ferreira, do Porto, e certamente o mais decorativo de Lisboa.
No Campo Grande, situa-se o Palácio dos Galvões - Mexias, que é tradição ter sido
construído por D. João V para a Madre Paula que se suspeita ter sido sua amante; é dos mais belos exemplares da pura arquitectura
Joaquina, em Lisboa.
No Lumiar, situa-se o palácio de S. Sebastião, a casa Palmela, e a Igreja Matriz,
com uma nave muito interessante.
ROSSIO - GRAÇA - PRAÇA DO CHILE - OLIVAIS
Noroeste – Norte
Do Rossio, pode percorrer-se, a pé, a histórica entrada do Corredouro - Andaluz,
onde há a assinalar o Coliseu dos Recreios, a contígua Sociedade de Geografia - antigo Museu Colonial - alguns palácios e
conventos de Santa Marta e de Santa Joana. O regresso ao Rossio põe-nos no largo de S. Domingos, onde se situa a Igreja deste
antigo mosteiro dominicano, ardido em 1755. O Templo de S. Domingos, com um altar posterior ao Terramoto, vale por alguns
pormenores. O Palácio dos Condes de Almada, hoje do Estado, e chamado da Independência, é famoso pela sua história, e por
alguns factos que se prendem com o seu passado.
Passa-se então ao Bairro da Mouraria, castiço e pitoresco, reduzido a uma artéria
principal, como as do Capelão e Amendoeira, becos curiosíssimos, casas de andar de ressalto. Neste bairro situam-se
ainda a Ermida da Saúde e o edifício da Guia.
Seguindo o eléctrico toma-se, por S. Tomé, o caminho do Castelo de S. Jorge. Foi
tomado aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1147 e restaurado por D. João I; é um alto miradouro esplendoroso, que domina
Lisboa por todos os quadrantes do alto das suas muralhas, onze torres, quadrelas e adarves, mostrando ainda Portas históricas,
como as da Traição e de Martim Moniz, e ostentando esplanadas e braços de armas, além de pormenores interessantíssimos. Perto
ficam o Pátio de D. Fradique, com o Palácio Belmonte, o antigo Convento dos Loios e o Limoeiro, que foi Paço Real e dos Infantes.
Na base do Castelo, do lado Sul, fica a Igreja do Menino de Deus, e algumas casas
seiscentistas. Seguindo a linha dos eléctricos, por S. Tomé, chega-se ao sítio de S. Vicente, bairro que foi aristocrático,
hoje popular, com o seu mosteiro e igreja. S. Vicente é majestoso no seu templo de ampla nave, e nele se situa o Panteão Real
da Casa de Bragança, nos claustros ricos de azulejos. O Campo de Santa Clara, com a sua Feira da Ladra às terças-feiras e
sábados, tem um carácter muito próprio. Perto fica o templo antigo das "Obras de Sª Engrácia".
Na Graça há que
assinalar o antigo Convento e a bela igreja, e dependências (hoje quartel) onde se conservam documentos antigos, em cerâmica
e arquitectura claustral. Perto fica o Miradouro do Monte de S. Gens, de amplos horizontes, e a Ermida do Monte que remonta
ao século XII. A um quilómetro de distância fica o alto da Penha de França, com a sua igreja e as lendas do lagarto da Penha.
Desce-se pela linha dos eléctricos desde Sapadores até à grande Avenida Almirante
Reis que parte da rua do Socorro pela Rua da Palma, e vai terminar no antigo Areeiro, hoje Praça Francisco Sá Carneiro. Esta
artéria deriva, a Poente, para o Bairro da Estefânia e Campo de Sant'Ana, e aqui se situa o antigo Paço da Rainha ou da Bemposta
(hoje Academia do Exército), fundado no final do século XVII pela Rainha Dona Catarina de Bragança, e cuja a capela tem alto
interesse artístico, pela sua fachada e pormenores artísticos. Alguns palácios esmaltam este sítio agradável de Lisboa, entre
eles o Palácio Mitelo e o Palácio Pombeiro (legação de Itália).
Retornando pelos Anjos à Almirante Reis - artéria do começo do século - encontram-se,
sucessivamente, a Igreja dos Anjos, transferida em 1900 de outro local próximo do Regueirão, a Praça do Chile, a Alameda de
D. Afonso Henriques com a sua Fonte Monumental e, enfim, a grande praça e bairro do Areeiro.
Da Praça do Chile, e passando pela Praça Francisco Sá Carneiro, a Avenida do Aeroporto
conduz ao terminal aéreo de Lisboa. Mas antes, da Rotunda do Relógio, parte para a direita a Av. Marechal Gomes da Costa,
em direcção aos Olivais e ao rio. Será no fim desta avenida que, em 1998, se realizou a Exposição Internacional de Lisboa,
dedicada aos Oceanos.
BAIXA - ESTRELA - CAMPOLIDE
Norte - Noroeste – Poente
Se se dispensar subir o Chiado, infelizmente bastante afectado pelo incêndio de
1988, pode-se tomar o eléctrico na Praça do Duque da Terceira, e na Rua do Alecrim admira a famosa estátua de Eça de Queiróz
e o exterior do Palácio Quintela-Farrobo. Na Praça de Camões o monumento ao Poeta enfrenta o Largo das Duas Igrejas, que são
as de Nossa Senhora do Loreto, dos Italianos, e a da Encarnação.
As ruínas do Carmo não ficam longe e podem ser visitadas utilizando-se o Elevador
de Santa Justa, partindo da Rua Áurea (Rua do Ouro). Foi ali o Convento dos Carmelitas, fundado por D. Nuno Álvares Pereira,
em 1389-1423, com igrejas de três naves, com solidez e potência, mas que não resistiu ao terramoto de 1755. Em vão os frades
o tentaram reconstruir. Ficou uma ruína, com documentos históricos, mantendo-se a ossatura da capela mor.
Pelo eléctrico chega-se ao Bairro Alto, um dos mais pitorescos e populares de Lisboa,
com suas casas e velhos palácios, alguns do século XVII, ruas cheias de carácter, tradições e alguns bons edifícios: Conservatório
Nacional onde foi o Convento dos Caetanos, a Igreja dos Inglezinhos de S. Pedro e S. Paulo e o edifício do antigo jornal "O
Século", na rua do mesmo nome.
No Largo Trindade Coelho ergue-se a admirável Igreja de S. Roque, ou seja o Templo
da Misericórdia, e que foi antes da Companhia de Jesus . É uma das riquezas sacras de Lisboa, pegado de capelas com preciosidades
artísticas, entre estas a famosa capela de S. João Baptista, construída em Itália , e que se deve à magnificência de
D. João V. É o mais completo museu de arte italiana, para o qual trabalharam os melhores artistas da época, e que custou 225
mil libras esterlinas. S. Roque é uma maravilha de Lisboa só excedida pela Madre Deus.
Em S. Pedro de Alcântara situa-se o Palácio Ludovice, construído pelo famoso arquitecto da
Basílica de Mafra.
Na Calçada do Combro, que conduz à Estrela, encontra-se a Igreja de Santa Catarina,
rica de talhas e de pinturas, e que pertenceu ao antigo Convento dos Paulistas.
Na Calçada da Estrela, ao alto da Avenida de D. Carlos I, ostenta-se o majestoso
Palácio da Assembleia Nacional, antigo convento de S. Bento da Saúde, adaptado (1833) às Cortes da Nação, e depois transformado
e enriquecido; é uma mole imensa de cantaria de linhas arquitectónicas, harmónicas e proporcionadas.
Exteriores, átrios, escadarias, galerias, hemiciclos da Câmara de Deputados e Corporativa,
os "Passos Perdidos", salas e dependências, claustros e jardins fazendo um delicioso conjunto, recheado de beleza e de arte
na qual perduram os nomes de grandes pintores, arquitectos e e escultores (Columbano, Veloso Salgado, Simões de Almeida Sobrinho,
Leandro Braga, Teixeira Lopes, Sousa Lopes, Cristino da Silva, Martins Barata, etc.).
O Largo da Estrela é uma das mais belas praças de Lisboa. Nela se ergue a Basílica
do Coração de Jesus, ou da Estrela, fundada pela Rainha D. Maria I, e projecção menor do Convento de Mafra. É um monumento
magnífico, com muitos espécimes de arte, sobretudo escultura, e sobre o qual assenta o formoso zimbório, que domina Lisboa
desde o alto. O edifício conventual, que foi destinado a religiosos carmelitas, está ocupado por um hospital militar.
Defronte situa-se o Jardim da Estrela, (1842), dos mais belos de Lisboa.
Os eléctricos levam-nos depois a Campolide, de onde, descendo-se pela Calçada dos
Mestres, se atinge o Aqueduto das Águas Livres, uma obra que desafia as construções do mundo antigo.